terça-feira, 18 de março de 2008

Recheio de Ô.....


Em tardes cinza como esta observo....

Devagar a claridade se pondo no horizonte e a cor avermelhada tingindo o céu ....

Pensamentos tardios ...devaneios ....incertezas.......... certas ............

A morosidade do tempo correndo em seus meandros
engendrando suas novas ações ...
desconcertadas..........desajustadas ..............

Sorriso de canto de boca.....deboche estratégico .....

Toco o chão ..pisadas secas..duras ....

Guardar todos os sentidos ......esconder ..renegar .....

De todas as coisas o “não” e sempre melhor
que um “sim” de desagrado....

Estamos pertos mas separados por um mar e por muros de concretos cercas e alarmes .....
nós q colocamos ?.....

Queime com a luz da lua ...
pense pelo menos uma fração de segundos
que em noites de lua cheia
meus pensamentos ardem por ti ...
QUEIME ...QUEIME ....em mim ......

Zanellizen

7 Comments:

Bianca Feijó said...
Este comentário foi removido pelo autor.
Bianca Feijó said...

CA-RAM-BA!!!

Que poema lindo, lindo...

A parte em que diz "estamos perto,mas separados pelo mar e muros de concretos" me levou longeeee...

Linkei o blog lá no meu para não me perder mais e visitar com mais frequencia...

Beijos e boa pascoa!

D y a n e P r i s c i l a said...

Lindo Lindo Lindo!
"Estamos perto mas estamos longe"
O que um dia cinza nos remete, as sensações, as incertezas, uma saudade e uma vontade louca de estar...
...Encantador!


Vou Linkar seu blog!

Beijão!

Marcelo Novaes said...

Olá, hermano!

Aqui estamos no território do belo paisagismo poético, "paisagismo de interiores".Muito bom! Ritmos, cores e imagens a serviço da auto-expresão que procura sublimar-se enquanto se faz... Uma das mais nobres funções da poesia!

Abração e parabéns!

Marcelo.

Mirse said...

Adorei o Ô como recheio. E ao ler o belo poema, sinto o belo cantar de um poeta que como eu, faz da vida um O bservar.
Lindo Parabéns

Mirze

Mirse said...

Espetacular! A morosidade do tempo.
A invocação do queimar com a lua. Linguagem artística de primeira.
Adorei.
Abraços
Mirze

Marcelo Novaes said...

Oi, Zanelli!
Esse poema é bom mesmo, como todos comentaram, e eu também!
Mas voltei aqui porque falei em "Túnica de Nessus" num novo poema acima...

Por que será?!

Um abração,

Marcelo.